“ORDEM – VOTAR OU NÃO VOTAR

“ORDEM” – VOTAR ou NÃO VOTAR

Às vezes me pergunto, porque temos gravado em nossa bandeira a frase “ORDEM E PROGRESSO” se em nenhuma oportunidade ou quase isso, respeitamos seu significado!
Vejamos então o assunto agora em discussão como um bom exemplo. O cadastro biométrico que foi definido como obrigatório em determinadas regiões e que deixou de ser feito por quem não deu a devida importância ao tema. Tais pessoas não podem cumprir o seu dever de votar, pois, erroneamente o voto é obrigatório na minha opinião e perderam o direito de escolher seus representantes nesta eleição.
Eis que surgem então os defensores da mudança da regra. Mude-se a ordem! E pronto. Está resolvido! Eu digo que são mais oportunistas que defensores do direito dos eleitores, não sendo que defendem seu próprio sucesso! Eles devem estar contando que “cidadãos” que não procederam o cadastro conforme a “ordem” estabelecida, lhes pertençam, que sejam seus eleitores exclusivos.
Esses tais que pedem ao TSE que esqueça a ordem, certamente fizeram alguma análise e acham que estão perdendo não devolvendo o “direito” ao voto a alguns. Fala-se mesmo que a diferença de votos entre Dilma e Aécio em 2014 foi superior a três milhões de votos, dando a entender que a falta dos “fora da ordem” possa mudar o resultado da eleição.
Em resumo, quando alguém tenta organizar algo neste País, pelo menos entenda-se que para melhorar, os oportunistas de plantão, na senda da lei de Gerson, querem que a “melhoria”, que a “organização” se exploda, para não dizer outra palavra que começa com a letra “F “
Ou seja, “Ordem”! pra que ordem? Que se contentem os outros com a inscrição na bandeira!!!

Professores ajudam Alckmin

Alckmin – O Administrador do Salário dos Professores

Agora que o nome de Geraldo Alckmin está em candidatura ao cargo de administrador do Brasil, depois de fazer essa função por muito tempo no Estado, me vem a pergunta: Geraldo é um bom administrador? Porque se tem uma coisa que o Brasil necessita urgentemente, é de boa administração!
Analisando somente um aspecto do trabalho do governador, na área da educação, de altíssima importância para o futuro dos nossos jovens, verificamos uma atitude quase imperceptível para a maioria, exceto para os professores aposentados, para os quais o aspecto negativo é importante, muito importante!!! A administração Geraldo Alckmin em relação aos pagamentos destes funcionários se transformou numa prática de tirar um “pouquinho” de cada professor, de forma constante, ano após ano. O salário desses trabalhadores não é corrigido há alguns anos. Note que não estou falando de aumentar salários! Estou falando de não repor a perda inflacionária. Isso significa que um professor caso compre com seu salário somente itens de alimentação, a cada ano , deve comprar menor quantidade, ou seja, comer menos! Ele deve comer menos porque seu salário compra menos! Como essa prática se repete, podemos supor que um dia o professor deixará de se alimentar!!!! E daí? Alguém se importa?
Administrar o nosso dinheiro, o qual é apropriado pelo estado para suprir as necessidades de todos, tirando um pouquinho de cada um constantemente, não pode ser chamada de boa estratégia de administração. É óbvio que esta é uma análise parcial, pequena, mas que denota uma tendência. Então quero concluir: Geraldo Alckmin NÃO é bom nessa tarefa!

NÃO VACINAR AS CRIANÇAS – CRIME ou DIREITO?

Criminosos potenciais, essa é a primeira conclusão que chego para denominar os pais e, a princípio (ir)responsáveis que negam esse “direito” às crianças. As vacinas estão sendo colocadas à disposição em campanhas amplamente divulgadas e frequentemente nos deparamos com estatísticas que chegam a assustar.
A população parece não dar a atenção devida à oportunidade da proteção às doenças consideradas extirpadas do nosso meio e mesmo a novas doenças que vão surgindo.
Os organismos do estado projetam, organizam e colocam em prática as campanhas, teoricamente com base em dados estatísticos de ocorrências de doenças ou de fortes possibilidades de ocorrência, com base na constatação da presença do agente transmissor associado às condições ambientais e/ou de exposição da população.
Fica a pergunta, porque pessoas põem em risco a saúde de seus dependentes e de outros que poderão ser infectados numa cadeia de transmissão, que pode ser iniciada dependendo do grau de adesão às campanhas e do meio ambiente onde o tal agente infectante possa estar sendo disseminado?
Buscando resposta a essa questão, podemos deduzir que a principal razão seja a desinformação das melhorias obtidas com a vacina e também o receio de “males paralelos” que poderiam ser causados pelas vacinas. Além da amplamente alegada “falta de necessidade”.
Porém, é preciso levar em conta que existe uma pequena parcela da população que tem acesso à informação e apresenta argumentos contrários a vacinação, até por eventuais recomendações medicas. Existem médicos que contraindicam em casos específicos. Alguns pais acreditam, por exemplo, nas chamadas “vacinas homeopáticas” para imunizar seus filhos.
Defendo que aqueles pais que se negarem a aplicar a vacina em seus filhos apresentem argumento técnico, respaldado por profissional médico.
Mas condeno os negligentes, que não o fazem simplesmente porque são irresponsáveis. É covardia. Para estes, a Lei. Defendo que haja punição. Responsabilidade civil neles!
Certamente alguém irá afirmar que é impossível controlar isso. Não creio! Com os recursos da informática hoje, se o órgão controlador quiser, consegue.
Mesmo a desculpa de que estamos favorecendo empresas produtoras de vacinas, e daí? Ela não justifica a negativa de vacinar (sem base técnica), pois as estatísticas de sucesso, são mais importantes.
Óbvio é que crianças não podem ir sozinhas aos postos de saúde. Dependem felizmente dos pais responsáveis e infelizmente daqueles que não cumprem com seu dever.
Sim, é um dever! Porque é responsabilidade deles, assim como é dever do estado colocar à disposição essas vacinas, de forma organizada, não para atingir a população, mas para ser acessada pela população. E, atualmente, esse acesso é exercido de forma tímida, se levarmos em consideração a gravidade de certas doenças.
Seria justo pensar que horários de atendimento nos postos possam ser melhorados criando-se alternativas nos finais de semana ou no período da noite, e nunca, absolutamente nunca, permitir-se que um posto pratique o chamado “feriadão”.

O Brasil, depois da China

Calma brasileiros, nosso país é jovem e por isso podemos ser o país do futuro depois que a China, a Índia e outros alcançarem essa condição. Esse deve ser o pensamento dos principais tomadores de decisão, os nossos “ilustres” políticos.

Mas enquanto isso, eles estão garantindo o deles. E para ter certeza disso, os políticos estão garantindo a própria permanência no cargo de legisladores, ou melhor, “fazedores de leis”. Acredito haver uma enorme diferença entre essas duas classificações. Através de práticas desleais eticamente falando, como voto secreto e renúncia, eles se permitem a permanência ou breve retorno, sempre confiando no esquecimento e preguiça do povo.
Assim, enquanto não mudarmos nossa atitude, não darmos atenção, não nos organizarmos para no mínimo saber em quem votamos na última eleição, principalmente para o congresso nacional, seremos o país do futuro. Não penso que seja fácil protestar. Todos temos nossos compromissos, mas depois de cumpri-los, preferimos um chopinho, um futebolzinho, um cineminha…

Nilton C. Motta
Gerente Comercial da Divisão industrial

PUBLICADO NO JORNAL INTERNO – PANORAMA – POLAND QUÍMICA – SETEMBRO 2006

A investigação e o respeito mútuo

Se suspeitas e indícios existem, investigue-se, confirme-se, identifique-se o responsável e busque-se as instituições competentes para aplicar a punição. Não parece ser assim que os componentes de CPI’s agem. Eles fazem uma pergunta esdrúxula e as vezes ofendem quem está sendo investigado.

Investigado não é culpado até que se prove sua culpa. Lembremos o caso dos advogados do PCC. O parlamentar que disse que o personagem aprendu rápido com a malandragem, na prática o chamou de vigarista! Será que um deputado tem o direito de ofender quem quer que seja. Não creio. Ainda mais que muitos do parlamento nos ofendem todos os dias com escândalos, gastos exorbitantes, mordomias e por aí a fora… Se o sujeito é culpado, que seja punido (doce sonho de um brasileiro do nariz vermelho). Sonho este também se aplica quando se refere aqueles que ferem a ética parlamentar. O despreparo desses “investigadores” no Parlamento é gigante, mas o preparo como “artistas” para a mídia é melhor. A investigação policial deverá ser feita por preparado. Atualmente ela tem dado show de bola.

Nilton C. Motta
Gerente Comercial da Divisão industrial

PUBLICADO NO JORNAL INTERNO – PANORAMA – POLAND QUÍMICA – AGOSTO 2006