O Brasil, depois da China

Calma brasileiros, nosso país é jovem e por isso podemos ser o país do futuro depois que a China, a Índia e outros alcançarem essa condição. Esse deve ser o pensamento dos principais tomadores de decisão, os nossos “ilustres” políticos.

Mas enquanto isso, eles estão garantindo o deles. E para ter certeza disso, os políticos estão garantindo a própria permanência no cargo de legisladores, ou melhor, “fazedores de leis”. Acredito haver uma enorme diferença entre essas duas classificações. Através de práticas desleais eticamente falando, como voto secreto e renúncia, eles se permitem a permanência ou breve retorno, sempre confiando no esquecimento e preguiça do povo.
Assim, enquanto não mudarmos nossa atitude, não darmos atenção, não nos organizarmos para no mínimo saber em quem votamos na última eleição, principalmente para o congresso nacional, seremos o país do futuro. Não penso que seja fácil protestar. Todos temos nossos compromissos, mas depois de cumpri-los, preferimos um chopinho, um futebolzinho, um cineminha…

Nilton C. Motta
Gerente Comercial da Divisão industrial

PUBLICADO NO JORNAL INTERNO – PANORAMA – POLAND QUÍMICA – SETEMBRO 2006

A investigação e o respeito mútuo

Se suspeitas e indícios existem, investigue-se, confirme-se, identifique-se o responsável e busque-se as instituições competentes para aplicar a punição. Não parece ser assim que os componentes de CPI’s agem. Eles fazem uma pergunta esdrúxula e as vezes ofendem quem está sendo investigado.

Investigado não é culpado até que se prove sua culpa. Lembremos o caso dos advogados do PCC. O parlamentar que disse que o personagem aprendu rápido com a malandragem, na prática o chamou de vigarista! Será que um deputado tem o direito de ofender quem quer que seja. Não creio. Ainda mais que muitos do parlamento nos ofendem todos os dias com escândalos, gastos exorbitantes, mordomias e por aí a fora… Se o sujeito é culpado, que seja punido (doce sonho de um brasileiro do nariz vermelho). Sonho este também se aplica quando se refere aqueles que ferem a ética parlamentar. O despreparo desses “investigadores” no Parlamento é gigante, mas o preparo como “artistas” para a mídia é melhor. A investigação policial deverá ser feita por preparado. Atualmente ela tem dado show de bola.

Nilton C. Motta
Gerente Comercial da Divisão industrial

PUBLICADO NO JORNAL INTERNO – PANORAMA – POLAND QUÍMICA – AGOSTO 2006